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FICHA TÉCNICA

16 dias

31/07 a 15/08/2027

Ásia

Quirguistão e Tajiquistão

AVANÇADO

On-road e off-road de altitude
ROADMAP
Dia 1 - 31/07 - sábado: Chegada a Osh, Quirguistão
Chegada a Osh, a segunda cidade do Quirguistão e uma das mais antigas da Ásia Central — três mil anos de bazar ininterrupto ao pé da montanha sagrada de Sulaiman-Too.
Transfer, check-in e tarde livre para caminhar pelo bazar de Jayma, que se estende por quilômetros ao longo do rio: montanhas de damasco seco, chapéus de feltro, ferro-velho, açougueiros e um chá em cada esquina. É o melhor jeito de entender onde a gente está.
À noite, entrega das motos, briefing de rota e altitude, checagem de documentos e permissões, e jantar de boas-vindas com o guia local. A partir de amanhã, cada dia sobe um pouco mais.
Dia 2 - 01/08 - domingo: Aclimatação em Osh (≈ 150 km)
Dia curto, de propósito. Ninguém sobe a 4.000 metros no segundo dia de viagem.
Rodamos pelo vale ao redor de Osh para todo mundo se acostumar com a moto, com a poeira e com o jeito quirguiz de dirigir — que tem suas próprias regras. Subimos a um mirante, paramos numa yurt para tomar kumis (leite de égua fermentado, e sim, vale experimentar) e voltamos cedo.
À tarde, últimos ajustes: pressão de pneu, bagagem no veículo de apoio, o que fica e o que vai. Segunda noite em Osh.
Dia 3 - 02/08 - segunda: Osh › Khujand, Tajiquistão
Primeira fronteira. Descemos ao vale de Fergana, o coração agrícola da Ásia Central — verde, denso, cheio de pomares e algodão — e cruzamos para o Tajiquistão.
A burocracia de fronteira aqui é uma experiência à parte: leva o tempo que levar, e faz parte. Do outro lado, a estrada segue até Khujand, cidade fundada por Alexandre, o Grande, às margens do Syr Darya.
Primeira noite em solo tajique, com o mapa mostrando o quanto ainda falta subir.
Dia 4 - 03/08 - terça: Khujand › Lago Iskanderkul
Hoje a montanha começa de verdade. A estrada sobe pelos Montes Fann e atravessa o túnel do Anzob — cinco quilômetros escuros, molhados e sem ventilação, que os locais apelidaram de “túnel da morte” e que, hoje reformado, ainda é uma experiência.
Do outro lado, o desvio para o lago Iskanderkul, de água azul-leitosa a 2.200 metros, cercado de picos. Segundo a lenda, o cavalo de Alexandre se afogou aqui — daí o nome.
Noite às margens do lago, no silêncio absoluto da montanha.
Dia 5 - 04/08 - quarta: Iskanderkul › Dushanbe
Descida para Dushanbe, a capital do Tajiquistão — uma cidade de avenidas largas, prédios soviéticos pintados de branco e o segundo mastro de bandeira mais alto do mundo.
É a última cidade grande antes do Pamir: aqui se compra o que faltou, se saca o dinheiro em espécie que vai durar dez dias (não há caixa eletrônico depois daqui) e se toma o último banho quente garantido por um tempo.
Tarde livre para o Museu Nacional e o bazar Mehrgon. Jantar em restaurante de verdade — aproveite.
Dia 6 - 05/08 - quinta: Dushanbe › Kalaikhum
O primeiro dia grande. A estrada sai de Dushanbe e vai encontrar o rio Panj, que marca a fronteira com o Afeganistão.
A partir daí, e por três dias, o Afeganistão fica a cem metros da moto, do outro lado da água. Dá para ver as aldeias, as trilhas de burro coladas na encosta, as crianças acenando. É uma das paisagens mais impressionantes e mais estranhas que se pode ver de uma sela.
A pista alterna asfalto e cascalho, com trechos escavados na rocha e o rio correndo forte lá embaixo. Noite em Kalaikhum, à beira do Panj.
Dia 7 - 06/08 - sexta: Kalaikhum › Khorog
Dia inteiro margeando o Panj, subindo devagar. A estrada é estreita, sem guard-rail, com o Afeganistão sempre à direita e um trânsito que se resume a um caminhão a cada hora.
Paradas nos vilarejos pamiris, onde o chá é obrigatório e a hospitalidade é a lei. Chegada a Khorog, a capital da região autônoma de Gorno-Badakhshan — cinco mil habitantes, uma universidade, um parque com árvores plantadas por soviéticos e uma altitude de 2.200 metros que já pesa.
Dia 8 - 07/08 - sábado: Khorog — dia de descanso
Dia sem moto, e não é luxo: é aclimatação. Daqui para frente o grupo passa uma semana acima dos 3.500 metros, e o corpo precisa deste dia.
Manhã no bazar de Khorog, com produtos que chegam do Afeganistão pela ponte, e tarde no jardim botânico — o segundo mais alto do mundo, a 2.320 metros. Revisão geral das motos com o mecânico, lavagem, e a última internet decente por muitos dias.
Quem quiser, o mercado transfronteiriço funciona aos sábados, com comerciantes afegãos atravessando a ponte.
Dia 9 - 08/08 - domingo: Khorog › Vale de Wakhan (Bibi Fatima)
Entramos no vale de Wakhan — para muitos, o ponto alto de toda a viagem.
É um corredor de fronteira entre o Tajiquistão e o Afeganistão com o Hindu Kush nevado ao fundo, fortalezas de barro de dois mil anos plantadas nos morros (Yamchun, Kaakha) e aldeias que parecem congeladas há séculos.
No fim do dia, as termas de Bibi Fatima, a 3.000 metros, escavadas na rocha — água quente, vapor, e a vista do vale inteiro pela abertura da caverna. Depois de nove dias de estrada, é difícil descrever o que isso faz.
Dia 10 - 09/08 - segunda: Wakhan › Bulunkul
O dia em que a paisagem muda de planeta. Deixamos o vale verde e subimos ao planalto do Pamir: acima de 4.000 metros, sem uma árvore, com montanhas arredondadas de cores impossíveis e um horizonte que não acaba.
Passamos pelo lago Yashilkul e chegamos a Bulunkul — o lugar mais frio do Tajiquistão, com registro de −63 °C. A aldeia tem uma dúzia de casas e nenhuma árvore; dormimos em casa de família, com fogão a bosta de iaque e um edredom pesado.
À noite, o céu. Sem eletricidade, sem lua e a 3.700 metros, a Via Láctea é uma faixa branca sólida sobre a cabeça. É o motivo de muita gente fazer esta viagem.
Dia 11 - 10/08 - terça: Bulunkul › Murghab
Planalto puro. A M41 corre reta por quilômetros, com o asfalto soviético quebrado e trechos de terra batida, e a sensação de estar rodando na superfície de outro corpo celeste.
Chegada a Murghab, a 3.650 metros — a cidade mais alta da antiga União Soviética, com um bazar feito de contêineres enferrujados e um posto de gasolina que vende combustível em garrafa. É pouco, e é exatamente por isso que impressiona.
Dia 12 - 11/08 - quarta: Murghab › Karakul
O dia mais alto da viagem. Subimos ao passo de Ak-Baital, a 4.655 metros — o ponto máximo da Pamir Highway e o teto de toda a estrada. O ar é rarefeito, a moto perde força, e cada respiração custa. A foto na placa é obrigatória.
Descida ao lago Karakul, a 3.900 metros, formado por um impacto de meteorito há vinte e cinco milhões de anos: água azul-escura, margens brancas de sal e o Pico Lenin de 7.134 metros recortado do outro lado.
Noite em casa de família na aldeia de Karakul, com a temperatura caindo abaixo de zero mesmo em agosto.
Dia 13 - 12/08 - quinta: Karakul › Pico Lenin, Quirguistão
Última fronteira: cruzamos o passo de Kyzyl-Art, a 4.280 metros, de volta ao Quirguistão. A terra de ninguém entre os dois postos tem vinte quilômetros de cascalho vermelho e nenhuma alma.
Do outro lado, o vale de Alay se abre em verde — depois de uma semana de deserto de altitude, o efeito é quase agressivo — e o Pico Lenin aparece inteiro, com seus 7.134 metros e a geleira descendo até a base.
Noite em acampamento de yurts no vale, com jantar quirguiz e um pôr do sol que dura uma hora.
Dia 14 - 13/08 - sexta: Pico Lenin › Osh (≈ 250 km)
Última etapa. A estrada desce do vale de Alay pelo passo de Taldyk, com uma sequência de curvas fechadas que se veem inteiras de cima, e vai perdendo altitude até o calor do vale de Fergana.
Chegada a Osh no fim da tarde, com o cheiro de cidade de volta e a primeira ducha quente decente em muitos dias. Devolução das motos e jantar de encerramento com o grupo.
Dia 15 - 14/08 - sábado: Osh — dia de reserva
Este dia existe por precaução, e é uma das partes mais importantes do roteiro.
No Pamir, uma nevasca fora de época, um deslizamento, uma fronteira fechada ou um problema mecânico podem custar um dia. Ter uma folga na programação é a diferença entre resolver com calma e perder o voo de volta.
Se nada der errado — o que costuma acontecer — é um dia livre em Osh: bazar, montanha sagrada de Sulaiman-Too, museu na caverna, banho turco e compras de última hora.
Dia 16 - 15/08 - domingo: Osh, Quirguistão
Café da manhã e transfer ao aeroporto de Osh, com conexão por Istambul.
Ficam para trás cerca de 2.400 quilômetros, dois países, cinco passos acima de 4.000 metros, três noites em casa de família e a estrada que quase todo motociclista de aventura tem numa lista em algum lugar.
PRINCIPAIS ATRAÇÕES DO TOUR PAMIR HIGHWAY
PASSO DE AK-BAITAL — 4.655 METROS
O teto da Pamir Highway e o ponto mais alto que a maioria dos motociclistas vai atingir na vida. O ar rarefeito, a moto sem força, a placa no alto e a descida para o lago Karakul do outro lado.
VALE DE WAKHAN
O corredor de fronteira com o Afeganistão, com o Hindu Kush nevado ao fundo, fortalezas de barro de dois mil anos e aldeias que parecem paradas no tempo. Termina nas termas de Bibi Fatima, escavadas na rocha a 3.000 metros.
O RIO PANJ E O AFEGANISTÃO A CEM METROS
Três dias inteiros rodando com o Afeganistão do outro lado da água — as aldeias, as trilhas de burro na encosta, as crianças acenando. Nenhuma outra estrada do mundo oferece isso.
LAGO KARAKUL
Cratera de meteorito de vinte e cinco milhões de anos a 3.900 metros, com água azul-escura, margens de sal e o Pico Lenin de 7.134 metros do outro lado.
O CÉU DE BULUNKUL
Sem eletricidade, sem lua e a 3.700 metros, a Via Láctea vira uma faixa branca sólida. Muita gente faz esta viagem por causa de uma noite como essa.
NOITES EM CASA DE FAMÍLIA
Não existe hotel no planalto. Dorme-se em homestays pamiris e quirguizes, com fogão a bosta de iaque, chá salgado e uma hospitalidade que não se encontra em lugar nenhum da Europa.
BAZAR DE OSH
Três mil anos de comércio ininterrupto ao pé da montanha sagrada de Sulaiman-Too, Patrimônio da UNESCO. O começo e o fim da viagem.
UM DIA DE RESERVA NA PROGRAMAÇÃO
Nevasca fora de época, deslizamento, fronteira fechada. No Pamir isso acontece — e ter um dia de folga é a diferença entre resolver com calma e perder o voo.


Mapa aproximado do roteiro. Linha cheia: trechos de moto. Linha tracejada: travessias de balsa.
ESTÁ INCLUSO
- Hospedagem em todas as noites, no padrão que a região oferece: hotéis em Osh, Dushanbe e Khorog, guesthouses nos vales, casas de família (homestays) pamiris em Bulunkul e Karakul — onde não existe hotel — e acampamento de yurts no vale do Pico Lenin;
- Todas as refeições do início ao fim do tour;
- Moto Honda CRF 250L (ou Yamaha XT660Z, sob disponibilidade) com combustível incluso;
- Veículo de apoio 4×4 com mecânico, levando a bagagem e as peças de reposição;
- Guia local do operador na moto, à frente do grupo, e guia da ROXMOTORS acompanhando em português;
- Permissão do GBAO e autorizações de zona de fronteira do Quirguistão;
- Traslados de aeroporto;
- Seguro viagem;
- Kit de viagem e brindes ROX.
NÃO INCLUSO
- Passagens aéreas até Osh (a Pegasus voa de Istambul direto);
- Vistos, quando aplicáveis;
- Bebidas alcoólicas;
- Seguro opcional de avarias da moto (CHF 15 por dia) — sem ele, as peças quebradas são pagas em dinheiro no fim do tour, pelo preço de importação;
- Suplemento de quarto single (disponibilidade limitada, só no início e no fim do tour);
- Despesas pessoais.
OBSERVAÇÕES
- Viagem sujeita ao número mínimo participantes;
- Uso obrigatório de equipamento completo de proteção: capacete, botas, luvas, jaqueta e calças com proteções;
- Para segurança dos participantes, não é permitido utilizar calça jeans e tênis nos dias de pilotagem.
VOCÊ SÓ ENCONTRA AQUI
- Equipe com mais de uma década de experiência e centenas de viagens internacionais de moto;
- Experiência verdadeiramente premium, com atenção aos detalhes em atendimento, operação, hotéis, restaurantes e experiências;
- Grupos de no máximo 10 motos;
- Serviço de concierge completo;
- Confiabilidade de uma empresa consolidada no mercado brasileiro, com estrutura própria no Chile e na Europa;
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